• Bruno Ramos

Veto à Sputnik frustra planos dos governadores de acelerar vacinação

Segundo gestores estaduais, o erro de origem foi do governo federal, que demorou a negociar com farmacêuticas e levou o país para o fim da fila

BRASÍLIA — A expectativa de acelerar a vacinação no país sofreu novo baque, anteontem, com a negativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a um pedido feito por governadores para importar o imunizante russo Sputnik V. Embora o Ministério da Saúde já tivesse retirado essa vacina do cronograma, gestores apostavam nela para impulsionar a vacinação. Agora, a expectativa é que somente após o segundo semestre o país consiga aumentar o ritmo da imunização. De acordo com os gestores, o erro de origem foi do governo federal, que demorou a negociar com farmacêuticas e levou o país para o fim da fila.


A expectativa dos gestores é que haja complementação dos dados por parte das autoridades russas até que a Anvisa analise as solicitações restantes. Há outros seis pedidos feitos por quatro estados e dois municípios com o prazo corrente na Anvisa. Segundo a agência, as solicitações foram desmembradas de modo que, caso haja o fornecimento das informações por parte dos russos, o processo possa ser célere. Atualmente, o pedido cujo prazo está mais próximo é o que veio do Pará, com prazo até 5 de maio. Há ainda solicitações de Alagoas, Tocantins e Amapá; e dos municípios de Maricá (RJ) e Niterói (RJ).



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