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  • Foto do escritorDifusora FM

Secretário em SC é denunciado por receber propina para vender terreno da prefeitura

Um secretário da prefeitura de Papanduva, no Planalto Norte de Santa Catarina, foi denunciado à Justiça por, supostamente, ter recebido propina para intermediar a venda de um terreno público do município. O Ministério Público catarinense (MPSC) pede agora o afastamento dele do cargo, entre outras medidas.


O caso envolveu a tentativa de venda de um terreno de 7,9 mil metros quadrados do Parque Industrial de Papanduva. A área municipal havia sido cedida para um empresário local por meio de licitação de doação com encargos, mecanismo com o qual a prefeitura exige contrapartidas para firmar a cessão definitiva.


Foi instalada, a princípio, uma lavação automotiva no local. Antes que as condições de doação fossem concretizadas, contudo, o empresário morreu, ocasião em que a viúva dele quis devolver o terreno.


Foi nessa altura, segundo o MPSC, que o secretário Girseliano Moreira da Silva, conhecido como “Tilhano” e ainda hoje à frente da pasta de Desenvolvimento Econômico, pediu propina à mulher para intermediar, sem uma nova licitação, a venda do imóvel público a uma empresa de sua confiança.


Ele teria recebido R$ 10 mil em espécie em um primeiro momento e mais R$ 5 mil ao final de 2017. Já em 2018, Girseliano voltou a pedir mais R$ 3 mil, valor que não foi pago, conforme o MPSC. Ao saber da propina ao secretário, um filho da mulher levou o caso à Promotoria, já três anos depois.


Em agosto de 2022, o MPSC cumpriu um mandado de busca e apreensão no gabinete do secretário na prefeitura de Papanduva, em meio à Operação Medius. Na ocasião, o celular de Girseliano foi apreendido, o que, segundo a Promotoria, permitiu ser identificado, através da análise de conversas, o uso contínuo do cargo público para a prática de condutas ilícitas, como o caso da propina.


Além do afastamento do secretário, o MPSC pede à Justiça, em medida cautelar, o monitoramento eletrônico dele, o comparecimento periódico em juízo, a proibição de acesso às dependências da prefeitura e também o veto de manter contato com testemunhas e a mulher que pagou a propina.


O secretário Girseliano Moreira da Silva ainda não tinha defesa constituída no caso ao menos até a tarde deste sábado (13). O NSC Total tentou contato com a advogada que atuou em favor dele em um processo relacionado, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para eventual manifestação.


A reportagem ainda tentou contato com a prefeitura de Papanduva, mas também não conseguiu retorno até esta publicação. A gestão municipal é chefiada por Jeferson Chupel (PSD), eleito em julho do ano passado por uma eleição indireta. O partido dele é o mesmo pelo qual Girseliano foi eleito suplente de vereador em 2020, após já ter vencido como titular para o cargo na legislatura anterior.


Antes de Chupel, Papanduva era chefiada por Luiz Henrique Saliba (PP), prefeito que foi preso pela Operação Mensageiro em dezembro de 2022 e teve o mandato extinto pela Câmara local. O então vice-prefeito, João Jaime Ianskoski (PSD), renunciou ao cargo após assumir a cadeira como interino.

Por NSCTotal




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