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  • Foto do escritorDifusora FM

Quem são todos os prefeitos presos em Santa Catarina

Santa Catarina teve 27 prefeitos presos entre 2020 e 2024. As prisões ocorreram em investigações contra supostos esquemas de corrupção que envolveriam fraudes em licitações e contratos de áreas como coleta de lixo e transporte escolar.


Nem todos os 27 permanecem detidos — na verdade, a maioria está em liberdade mediante medidas cautelares, como uso de tornozeleira, proibição de ter contato com investigados e comparecimento em juízo nas etapas do processo. Muitos deles também já renunciaram ao cargo durante as investigações, o que faz com que as cidades já tenham outros titulares à frente das prefeituras.


O primeiro caso ocorreu na investigação da Operação Et Pater Filium, que apurou supostas irregularidades em licitações de serviços como transporte escolar em cidades do Norte de SC. A apuração rendeu desdobramentos em cidades de outras regiões que levaram a um novo caso, a Operação Mensageiro.


O escândalo de desvio de recursos destinados a contratos de coleta de lixo levou nada menos que 17 prefeitos à prisão e desmantelou um esquema que envolvia uma empresa e agentes responsáveis por emitir notas falsas e destinar recursos a agentes públicos.


Nesse mesmo período, outras operações paralelas de combate à corrupção também resultaram em prisões de chefes do Executivo de municípios catarinenses. Confira abaixo a lista de prefeitos detidos no Estado desde 2020 e a situação de cada um:


Lista de prefeitos presos em SC e situação de cada um

Operação Et Pater Filium


Segunda fase, em agosto de 2020


1) Orildo Antônio Severgnini (MDB), prefeito de Major Vieira


O hoje ex-prefeito de Major Vieira foi preso por acusação de crimes como peculato, lavagem de dinheiro e fraude a licitação. Na época, ele era presidente da Federação Catarinense dos Municípios (Fecam). Investigação envolvia pavimentação asfáltica de rua e desvio de valores por meio de empresa de fachada.


  • Situação atual: condenado a 98 anos de prisão, atualmente o prefeito segue preso, em cumprimento da pena.

  • Situação do cargo: o mandato de Orildo terminou em dezembro de 2020, quando ele ainda estava detido.

  • Contraponto: a reportagem não conseguiu contato com a defesa do ex-prefeito.


Quarta fase, em julho de 2021


2) Adelmo Alberti (PSL), prefeito de Bela Vista do Toldo


O hoje ex-prefeito de Bela Vista do Toldo foi preso em julho de 2021 acusado de participar de um esquema de corrupção na prefeitura. Ele teria usado empresas em nomes de laranjas para firmar contratos públicos.



  • Situação atual: Alberti foi condenado a 12 anos de prisão em abril de 2022. Quatro meses depois, foi solto mediante medidas como uso de tornozeleira eletrônica e afastamento de outras pessoas ligadas à investigação.

  • Situação do cargo: Alberti renunciou ao cargo após a prisão. O posto de prefeito ficou com o vice Alfredo César Dreher (Podemos), preso mais tarde na Operação Mensageiro. Atualmente, o prefeito da cidade é Valdecir Krauss (UB), eleito de forma indireta em dezembro de 2023.

  • Contraponto: o advogado Paulo Henrique Brolini Glinski, que representa a defesa de Adelmo, afirma que o ex-prefeito celebrou acordo de colaboração premiada e que “está à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos nos processos, quando for determinado”.


Sétima fase, em abril de 2022


3) Beto Passos (PSD), prefeito de Canoinhas


O ex-prefeito de Canoinhas também foi preso durante a investigação dos casos de organização criminosa e fraude à licitação da Operação Et Pater Filium. As suspeitas contra ele envolviam supostos desvios de valores destinados a pagamentos para empresas de transporte de estudantes e passageiros.

  • Situação atual: solto após ficar seis meses preso preventivamente, o ex-prefeito ainda aguarda a sentença.

  • Situação do cargo: renunciou ao cargo após a prisão e a cidade teve uma nova eleição, vencida por Juliana Maciel (PSDB).

  • Contraponto: a reportagem não conseguiu contato com a defesa do ex-prefeito.


Operação Mensageiro


Primeira fase, em dezembro de 2022


4) Deyvisonn Souza (MDB), prefeito de Pescaria Brava


O ex-prefeito é acusado de ter recebido mais de R$ 200 mil com um suposto esquema que envolvia vantagens em troca de favorecimento à empresa responsável pela coleta de lixo na cidade.

  • Situação atual: o prefeito está em liberdade desde setembro de 2023, mediante medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica. Ele aguarda pela sentença.

  • Situação do cargo: Deyvisonn renunciou ao cargo em julho de 2023. Desde então, a prefeitura é comandada por Lourival Izidoro (PP), ex-vice de Deyvisonn.

  • Contraponto: a defesa do ex-prefeito não quis se manifestar.


5) Luiz Henrique Saliba (PP), prefeito de Papanduva


As acusações contra Saliba também envolvem o serviço de coleta de lixo, principal serviço investigado na Mensageiro. Ele supostamente teria recebido R$ 400 mil em propina, pagos em encontros marcados próximos à Igreja Matriz do município.


Apesar de ainda não ter sido julgado pela Operação Mensageiro, Saliba perdeu o mandato devido a uma condenação em outra operação, a Patrola, que investigou o superfaturamento na compra de um veículo.


  • Situação atual: Saliba está em liberdade mediante medidas cautelares e aguarda pela sentença.

  • Situação do cargo: Saliba teve o mandato declarado extinto pela Câmara devido a uma condenação em outra investigação, a Operação Patrola. Atualmente, o prefeito é Jeferson Chupel (PSD), que venceu eleição suplementar em julho de 2023.

  • Contraponto: a defesa do ex-prefeito não quis se manifestar.


6) Antônio Rodrigues (PP), prefeito de de Balneário Barra do Sul.


Antônio Rodrigues foi preso por suspeita de receber propina para favorecer a empresa Serrana Engenharia em serviços de saneamento. O filho dele, vereador na cidade, teria recebido valores em um encontro registrado pelos investigadores.

  • Situação atual: teve a prisão preventiva revogada em outubro de 2023 e agora aguarda a sentença do caso.


  • Situação do cargo: teve o mandato extinto pela Câmara após o vencimento de licenças solicitadas por ele para afastamento após a prisão. Atualmente, o prefeito é Valdemar Baraúna da Rocha (PP), que era vice de Rodrigues.

  • Contraponto: o advogado de defesa de Antônio Rodrigues, Aldano José Vieira Neto, informou que os fatos novos e cumprimento de outras prisões de agentes públicos “não interferem na condição de Antônio Rodrigues, pois a fase processual é outra”.


7) Marlon Neuber (PL), prefeito de Itapoá


O ex-prefeito de Itapoá admitiu durante as investigações ter recebido mais de R$ 400 mil em propina da empresa alvo da Operação Mensageiro. Os valores seriam desviados de contratos de coleta de lixo e entregues por meio de um cunhado do político.

  • Situação atual: Marlon Neuber foi o primeiro político condenado na Operação Mensageiro, com pena de 18 anos de prisão, aplicada em julgamento em setembro de 2023. Em dezembro do mesmo ano, teve a prisão convertida para regime semiaberto, após ficar um ano detido em regime fechado.


  • Situação do cargo: após a renúncia de Marlon Neuber, em julho de 2023, o vice Jeferson Garcia assumiu o comando da prefeitura, no mandato que vai até dezembro deste ano.

  • Contraponto: o advogado do ex-prefeito, Marcelo Peregrino, afirmou que “o ex-prefeito Marlon Neuber está respondendo perante as instituições por toda sua participação e confia no Poder Judiciário catarinense”.


Segunda fase, em fevereiro de 2023

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8) Antônio Ceron (PSD), prefeito de Lages


O prefeito de Lages foi preso na segunda fase da investigação também sob acusação de receber propina referente a contratos de coleta de lixo e iluminação pública. Segundo o MPSC, ele e secretários municipais teriam recebido R$ 2 milhões em dois anos. A defesa nega.

  • Situação atual: Ceron ficou preso preventivamente por duas semanas e depois pôde mudar para prisão domiciliar, por questões de saúde. Atualmente espera por julgamento.


  • Situação do cargo: Ceron chegou a ser afastado do cargo durante o período de prisão domiciliar, mas conseguiu retornar à função em julho de 2023 e permanece à frente da prefeitura enquanto aguarda julgamento.

  • Contraponto: a defesa do prefeito Antônio Ceron informou que os fatos da operação de 19 de junho não guardam relação com as outras investigações e que, por isso, não haveria informações a acrescentar.


9) Vicente Corrêa Costa (PL), prefeito de Capivari de Baixo


O ex-prefeito foi preso sob acusação de receber propina de R$ 5 mil mensais em troca de benefícios à empresa investigada nos contratos de coleta de luxo. No total, teria recebido ao menos R$ 78 mil.


  • Situação atual: o ex-prefeito atua como médico após ser aprovado em processo seletivo da cidade vizinha, Gravatal, e aguarda sentença sobre o caso.

  • Situação do cargo: renunciou ao mandato em julho de 2023. Desde lá, a então vice-prefeita Márcia Roberg Cargnin (PP) assumiu o comando do município.

  • Contraponto: a reportagem não conseguiu contato com a defesa do prefeito.


Terceira fase, em fevereiro de 2023


10) Joares Ponticelli (PP), prefeito de Tubarão


O ex-prefeito de Tubarão foi preso por suspeita de ter recebido pagamentos irregulares mensais que variavam entre R$ 20 mil e R$ 35 mil (as quantias eram destinadas também ao vice). Em uma das conversas, um servidor responsável por receber valores teria usado códigos como “vinhote” para se referir aos envelopes.

  • Situação atual: Joares teve a prisão preventiva revogada em junho de 2023. Com isso, o processo foi para a primeira instância. O político ainda aguarda sentença do caso.

  • Situação do cargo: Joares e o vice-prefeito Caio Tokarski renunciaram aos cargos em julho de 2023. A cidade teve uma eleição suplementar vencida por Jairo Cascaes (PSD), que seguirá à frente do município ao menos até dezembro.

  • Contraponto: a defesa do ex-prefeito disse que permanece atuando junto ao Judiciário e que busca a absolvição.



Quarta fase, em abril de 2023


11) Luiz Carlos Tamanini (MDB), prefeito de Corupá


O ex-prefeito de Corupá também foi preso preventivamente por suposto recebimento de propina em contratos de coleta de lixo com a empresa Serrana Engenharia. Segundo o MPSC, ele teria sido beneficiado com R$ 500 mil e receberia valores na própria casa.

  • Situação atual: Tamanini ficou preso por cerca de seis meses e teve a prisão revogada após decisão do STJ, em novembro de 2023. Atualmente, aguarda por sentença.

  • Situação do cargo: Tamanini renunciou ao cargo em agosto de 2023. Depois disso, o vice Claudio Finta (MDB) assumiu o posto até o fim do mandato, em dezembro de 2024.


  • Contraponto: a defesa do prefeito preferiu não se manifestar sobre o estágio atual do processo.


12) Adriano Poffo (MDB), prefeito de Ibirama


O prefeito de Ibirama também foi preso preventivamente na investigação sobre o escândalo do propinoduto do lixo em SC. Segundo a investigação, ele receberia uma “mesada” de R$ 2,5 mil para beneficiar a empresa investigada nos contratos com o município.


  • Situação atual: Adriano Poffo teve a prisão preventiva revogada em outubro de 2023, mas decisões judiciais determinaram que ele deve ficar fora do cargo de prefeito até o julgamento do caso, o que ainda não ocorreu.

  • Situação do cargo: com a proibição de Adriano Poffo de retornar ao cargo, a prefeitura está sob comando do vice Jucélio de Andrade.

  • Contraponto: a reportagem entrou em contato com a defesa, mas não obteve retorno até a publicação.


13) Adilson Lisczkovski (Patriota), prefeito de Major Vieira


O prefeito de Major Vieira eleito em 2020 também foi preso na Operação Mensageiro, por suspeita de ter entrado no esquema para “fazer dinheiro” e receber propina em uma movimentada rodovia. Ele teria recebido R$ 5 mil por mês.


  • Situação atual: Adilson teve a prisão preventiva revogada em agosto de 2023 e agora aguarda pela sentença do processo em que é réu.

  • Situação do cargo: Adilson teve o mandato declarado extinto pela Câmara em agosto por não ter renovado a licença de afastamento. O vice Edson Schroeder (PT) ficou no cargo.

  • Contraponto: o advogado do ex-prefeito Adílson, Marcelo Peregrino, afirmou que ele “crê e confia no Poder Judiciário catarinense”.


14) Armindo Sesar Tassi (MDB), prefeito de Massaranduba


O ex-prefeito de Massaranduba também foi preso na operação que apura o escândalo do lixo em cidades de SC.


  • Situação atual: Tassi teve a prisão preventiva revogada em outubro de 2023. Após renunciar ao cargo, teve o processo encaminhado para a primeira instância e agora aguarda sentença sobre o caso.

  • Situação do cargo: Armindo renunciou ao mandato em dezembro de 2023. Com isso, o cargo ficou para o vice Odenir Deretti (PP).

  • Contraponto: O advogado do ex-prefeito, Giancarlo Castelan, afirmou que ele “permanece confiante na Justiça e na sua absolvição”.


15) Patrick Correa (Republicanos), prefeito de Imaruí


O prefeito de Imaruí também foi preso na operação sobre o escândalo do lixo. Ele teria pedido R$ 40 mil de propina à empresa investigada para pagar “dívida”. É suspeito de receber mesadas de R$ 5 mil mensais por pouco mais de um ano em encontros em locais como a prefeitura, praça e posto de combustíveis.


  • Situação atual: Patrick teve a prisão preventiva revogada em setembro de 2023, mediante medidas cautelares. Atualmente, aguarda pelo julgamento.

  • Situação do cargo: Patrick Corrêa voltou ao cargo em março deste ano, após 10 meses afastado em razão da prisão. Nesse período, o município foi comandado pelo vice.

  • Contraponto: a defesa do prefeito não quis se manifestar.


16) Luiz Shimoguiri (PSD), prefeito de Três Barras


O prefeito de Três Barras foi preso por suspeita de ter recebido R$ 805 mil em propina da Serrana Engenharia, segundo os investigadores do MPSC. A “mesada” seria de R$ 12 mil mensais, em troca de vantagens à empresa.


  • Situação atual: Shimoguiri foi o último prefeito preso na Mensageiro a deixar a prisão, em dezembro de 2023. Atualmente, aguarda sentença do caso.


  • Situação do cargo: em agosto de 2023, o ex-prefeito renunciou ao cargo, o que fez o caso ser submetido à primeira instância da Justiça de SC. A vice-prefeita Ana Claudia Quege (PP) passou a comandar a prefeitura desde então.

  • Contraponto: a reportagem não localizou a defesa do ex-prefeito.



17) Alfredo Cezar Dreher (Podemos), prefeito de Bela Vista do Toldo


Alfredo Cezar Dreher, que assumiu a prefeitura depois da prisão do prefeito anterior, Adelmo Alberti, na operação Et Pater Filium, acabou preso pela investigação seguinte, a Mensageiro, pela suspeita de receber vantagens ilícitas da empresa responsável pelo contrato de coleta de lixo.



  • Situação atual: Dreher foi solto em outubro de 2023 após decisão favorável do STJ. Como teve o mandato extinto pela Câmara, teve o processo enviado para primeira instância e atualmente aguarda sentença sobre o caso.

  • Situação do cargo: Dreher teve o mandato declarado extinto pela Câmara, um dia após ser solto, em outubro de 2023. O motivo foi ter se ausentado do cargo por período maior que o previsto sem autorização do Legislativo. Com isso, Valdecir Krauss (União) foi eleito de forma indireta pelos vereadores e vai completar o mandato.


  • Contraponto: a reportagem não conseguiu contato com a defesa do prefeito.

18) Felipe Voigt (MDB), prefeito de Schroeder

O ex-prefeito de Schroeder foi mais um detido por suspeita de receber propina no escândalo do lixo envolvendo cidades de SC. Ele teria acertado uma “mesada” de R$ 10 mil cinco dias antes da eleição, segundo a denúncia do MPSC.


  • Situação atual: ele ficou preso preventivamente por dois meses, entre abril e junho de 2023, e depois disso teve concessão para prisão domiciliar. Em novembro, a prisão domiciliar foi revogada e ele teve liberdade concedida mediante medidas cautelares. Agora, aguarda sentença sobre o caso.

  • Situação do cargo: Voigt renunciou ao cargo em agosto de 2023. Com isso, o cargo ficou com o então vice, Lauro Tomczak (PP).

  • Contraponto: o advogado do ex-prefeito, Daniel Mello Massimino, afirmou que o processo está na fase final e que “foi possível identificar, pelas oitivas, diversas inconsistências na acusação, inclusive com possível indicação de que um dos colaboradores apresentou uma versão falsa quanto aos fatos que teriam ocorrido”. Segundo ele, algumas diligências estão pendentes e somente após essa etapa o processo seguirá para as alegações finais e a sentença. “Felipe continua convicto de que a denúncia não procede, e esperamos que o Poder Judiciário reconheça tal fato”, escreveu o advogado, em nota.


19) Luis Antonio Chiodini (PP), prefeito de Guaramirim

O ex-prefeito de Guaramirim também foi preso por acusação de integrar o esquema criminoso investigado na Operação Mensageiro. Ele estava na Europa quando a operação foi deflagrada e foi detido após desembarcar no Brasil.


  • Situação atual: Chiodini foi solto após decisão favorável do STJ, obtida em dezembro de 2023. Desde então, aguarda sentença sobre o caso.

  • Situação do cargo: Chiodini renunciou ao cargo em agosto de 2023. Com isso, o então vice Osvaldo Devigili (União) assumiu a prefeitura até o fim do mandato.

  • Contraponto: a defesa do prefeito preferiu não se manifestar sobre o estágio atual do processo.


Quinta fase, em abril de 2024


20) Clézio José Fortunato (MDB), São João do Itaperiú


Uma quinta fase da Operação Mensageiro foi deflagrada em abril de 2024, um ano após a quarta fase. Nessa etapa, o prefeito de São João do Itaperiú foi alvo de prisão preventiva. As investigações deste caso ainda estão sob sigilo, mas envolvem suspeita de irregularidades em serviços de abastecimento de água e iluminação pública.


  • Situação atual: o prefeito permanece detido, no aguardo de novas etapas do caso.

  • Situação do cargo: com o prefeito e também o vice presos na Mensageiro, o vereador Edson Junkes (MDB) tomou posse como prefeito interino no início de maio de 2024.

  • Contraponto: a defesa do prefeito preferiu não se manifestar sobre o estágio atual do processo.


Operações diversas


Operação Travessia, em janeiro de 2024


21) Douglas Elias Costa (PL), prefeito de Barra Velha


O prefeito de Barra Velha foi preso em janeiro deste ano em uma investigação que apura supostos desvios de recursos para a construção de uma ponte na cidade. As fraudes ocorreram por meio de aditivos em séries e medições supervalorizadas em favor da empresa envolvida. Além dos gestores, outros dois secretários também foram detidos.


  • Situação atual: Douglas e outros investigados viraram réus pelas denúncias na Operação Travessia em maio deste ano. Com isso, vão responder a processo na Justiça. Por enquanto, o prefeito segue preso em uma unidade de Itajaí.

  • Situação do cargo: Além da prisão, Douglas foi suspenso do cargo de prefeito por 180 dias. Nesse período, a gestão ficou com o presidente da Câmara, Daniel Pontes (PSD), após o vice-prefeito recusar.

  • Contraponto: a reportagem não localizou a defesa do prefeito.


Operação Limpeza Urbana, em janeiro de 2024

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22) Ari Wollinger, o Ari Baguio (PL), prefeito de Ponte Alta do Norte


Outra operação deflagrada em janeiro levou à prisão do prefeito de Ponte Alta do Norte. Segundo o MPSC, o caso pode ter movimentado até R$ 100 mil em pagamentos indevidos. A suspeita é de que prestadores de serviços de limpeza da prefeitura seriam obrigados a criar empresas e contratar escritórios de contabilidade ligados ao prefeito e a um secretário municipal.


  • Situação atual: Ari virou réu em março deste ano, mas está em liberdade, aguardando a sequência do processo na Justiça.

  • Situação do cargo: Em abril, três meses após a prisão, Ari renunciou ao cargo. Com isso, o vice Rubens Schmidt (PP) assumiu em definitivo o comando da prefeitura.

  • Contraponto: o advogado do ex-prefeito, Justiniano Pedroso, afirmou que o processo segue em tramitação e que na visão da defesa, até agora, não se evidenciou nada que venha a demonstrar que ele tenha cometido qualquer infração penal. “Por essa razão, temos convicção da inocência do prefeito e ao final ele haverá de ser absolvido, porque não há prova alguma de que ele tenha cometido qualquer dos crimes que são imputados a ele”, afirmou o defensor.


Operação Terra Nostra, em abril de 2024


23) Luis Gustavo Cancellier (PP), prefeito de Urussanga


O prefeito de Urussanga foi preso na Operação Terra Nostra, que apura supostos desvios de recursos públicos e aquisição de imóveis com valores superfaturados em nome do município. Os terrenos seriam destinados à implantação de parques industriais, mas teriam sido comprados por valores acima da avaliação.


  • Situação atual: p prefeito de Urussanga teve um infarto no presídio em maio deste ano e, depois disso, teve autorização para seguir em prisão domiciliar. Ele ainda aguarda a sequência da investigação para saber se o caso será levado à denúncia à Justiça.


  • Situação do cargo: Gustavo precisa permanecer afastado do cargo de prefeito. Com isso, desde abril de 2024 a prefeitura está sob comando do vice, Jair Nandi (PSD).

  • Contraponto: a defesa do prefeito preferiu não se manifestar sobre o estágio atual do processo.


Operação Fundraising


Segunda fase, em junho de 2024


24) Clori Peroza (PT), prefeita de Ipuaçu


A Operação Fundraising resultou na prisão preventiva de mais quatro prefeitos de cidades catarinenses. O caso permanece em sigilo e não há detalhes da possível participação de cada um, mas a investigação apura supostas fraudes em licitações e em serviços de consultoria e assessoramento para captação de recursos aos municípios.


  • Situação atual: a prefeita teve a prisão preventiva homologada pela Justiça no dia da prisão, 19 de junho. Agora, o MPSC deve dar sequência à investigação para definir se o caso vai se transformar em denúncia a ser oferecida à Justiça.

  • Situação do cargo: o município não informou até a noite desta quarta-feira (19) quem ficará no lugar da prefeita.

  • Contraponto: a prefeitura informou que uma nota sobre o caso seria divulgada. O NSC Total não conseguiu contato com a defesa da prefeita até esta quinta-feira (20).


25) Fernando de Fáveri (MDB), prefeito de Cocal do Sul


A Operação Fundraising resultou na prisão preventiva de mais quatro prefeitos de cidades catarinenses. O caso permanece em sigilo e não há detalhes da possível participação de cada um, mas a investigação apura supostas fraudes em licitações e em serviços de consultoria e assessoramento para captação de recursos aos municípios.


  • Situação atual: o prefeito teve a prisão preventiva homologada pela Justiça no dia da prisão, 19 de junho. Agora, o MPSC deve dar sequência à investigação para definir se o caso vai se transformar em denúncia a ser oferecida à Justiça.

  • Situação do cargo: o município não informou até a noite desta quarta-feira (19) quem ficará no lugar do prefeito.

  • Contraponto: o NSC Total não conseguiu contato com a defesa da prefeita até esta quinta-feira (20).


26) Marcelo Baldissera (PL), prefeito de Ipira


A Operação Fundraising resultou na prisão preventiva de mais quatro prefeitos de cidades catarinenses. O caso permanece em sigilo e não há detalhes da possível participação de cada um, mas a investigação apura supostas fraudes em licitações e em serviços de consultoria e assessoramento para captação de recursos aos municípios.

  • Situação atual: o prefeito teve a prisão preventiva homologada pela Justiça no dia da prisão, 19 de junho. Agora, o MPSC deve dar sequência à investigação para definir se o caso vai se transformar em denúncia a ser oferecida à Justiça.

  • Situação do cargo: o município não informou até a noite desta quarta-feira quem ficará no lugar do prefeito.

  • Contraponto: o advogado da prefeitura disse que somente iria se manifestar oficialmente após ter acesso ao processo. O NSC Total não conseguiu contato com a defesa da prefeita até esta quinta-feira (20).


27) Mario Afonso Woitexem (PSDB), prefeito de Pinhalzinho


A Operação Fundraising resultou na prisão preventiva de mais quatro prefeitos de cidades catarinenses. O caso permanece em sigilo e não há detalhes da possível participação de cada um, mas a investigação apura supostas fraudes em licitações e em serviços de consultoria e assessoramento para captação de recursos aos municípios.


  • Situação atual: o prefeito teve a prisão preventiva homologada pela Justiça no dia da prisão, 19 de junho. Agora, o MPSC deve dar sequência à investigação para definir se o caso vai se transformar em denúncia a ser oferecida à Justiça.

  • Situação do cargo: o município não informou até a noite desta quarta-feira quem ficará no lugar do prefeito.

  • Contraponto: A prefeitura de Pinhalzinho emitiu uma nota informando que se trata de uma investigação sigilosa e que mais informações serão prestadas quando a investigação se tornar pública. O NSC Total não conseguiu contato com a defesa da prefeita até esta quinta-feira (20).

Por NSCTotal




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