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  • Foto do escritorDifusora FM

Quem é Domingos Brazão, delatado por Lessa como mandante do assassinato de Marielle Franco

O ex-policial militar Ronnie Lessa apontou nesta terça-feira (23) Domingos Brazão como o suposto mandante de assassinar a vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes em 2018.


Esta acusação, parte de uma delação premiada com a Polícia Federal, se soma a controversa trajetória de Brazão, um nome já marcado por suspeitas e acusações no cenário político do Rio de Janeiro.


Quem é Domingos Brazão?


Domingos Brazão, aos 58 anos, é uma figura notória no Rio de Janeiro. Além de ser empresário no setor de postos de gasolina, ele é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.


Brazão teve uma carreira de mais de 25 anos na política, incluindo cinco mandatos consecutivos como deputado estadual.


Sua jornada, no entanto, é marcada por acusações graves, incluindo corrupção, improbidade administrativa, fraude, envolvimento com a máfia dos combustíveis e ligações com milícias.


Em 2011, Brazão teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do RJ por suposta compra de votos, mas uma liminar do ministro Ricardo Lewandowski do TSE reverteu a decisão.


Na época, deputado Domingos Brazão e o Prefeito Eduardo Paes na Inauguração das Obras de Urbanização da Est. da Ligação em 2011 – Foto: Redes Sociais/ND

Em 2014, ele foi processado por ameaçar a radialista e na época deputada Cidinha Campos, ao dizer durante uma discussão que ele já havia matado “um vagabundo, mas vagabunda, ainda não”.


O homicídio a qual Brazão se referiu aconteceu há mais de 30 anos, quando ele tinha apenas 22 anos, e foi absolvido porque o caso foi entendido como legítima defesa.

“Foi um marginal que tinha ido a minha rua, em minha casa, no dia do meu aniversário, afrontar a mim e a minha família. A Justiça me deu razão”, explicou Brazão na época.



Em 2015, Após ser reeleito para o 5º mandato de deputado, a ALERJ o elegeu em abril para ser um dos sete conselheiros vitalícios do TCE-RJ.


Em 2017, ele foi um dos alvos da Operação Quinto do Ouro, um desdobramento da Lava Jato, acusado de participar de um esquema de desvio de verbas públicas.


Em março de 2023, seis anos após ser afastado do TCE-RJ, a 13ª Câmara de Direito Privado determinou o retorno de Brazão ao órgão, por 2 votos a 1.


Conexão com o Caso Marielle Franco


Brazão foi associado ao caso Marielle Franco em 2019, após denúncias que apontavam para uma tentativa de obstruir as investigações.


Após Rodrigo Ferreira acusar Marcello Siciliano e Orlando Curicica como os mandantes do crime, a polícia desconfiou que as denuncias eram falsas e que Ferreira atuava em nome do “Escritório do Crime”, grupo que foi relacionado a Brazão.


A Procuradoria Geral da República chegou a pedir que Brazão fosse investigado por suspeita de utilizar um policial federal aposentado para criar um falso testemunho, mas a Justiça rejeitou a denúncia.


Segundo The Intercept, as investigações sugerem que o assassinato de Marielle poderia ser uma vingança contra o ex-deputado Marcelo Freixo, com quem Marielle trabalhou por uma década.


Brazão foi citado no relatório final da CPI das Milícias, presidida por Freixo, e teve um papel notável na Operação Cadeia Velha, que resultou na prisão de importantes figuras do MDB-RJ.

Por ND+



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