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  • Foto do escritorDifusora FM

O que é monóxido de carbono, que pode ter matado jovens em BMW parada em SC

A segunda-feira (1º) marcou uma profunda comoção nas redes sociais diante da trágica morte de quatro jovens, Gustavo Pereira Silveira Elias, Karla Aparecida dos Santos, Tiago de Lima Ribeiro e Nicolas Kovaleski, que estavam dentro de uma BMW estacionada na rodoviária de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina.


O portal ND Mais buscou esclarecimentos junto a profissionais da área médica sobre as circunstâncias que podem ter levado à morte desses jovens, revelando que o incidente pode ter sido causado pela inalação de monóxido de carbono.


Todos naturais de Minas Gerais, os jovens haviam se mudado para Florianópolis há apenas uma semana.

Esta tragédia não apenas gerou comoção nas redes sociais, mas também levantou questões cruciais sobre a conscientização e a importância de medidas preventivas diante dos perigos associados à exposição a esse gás tóxico.

O médico de família e comunidade Carlos Henrique Martinez Vaz destacou a gravidade da intoxicação por monóxido de carbono:

“Normalmente, respiramos oxigênio, essencial para o funcionamento celular. O monóxido de carbono substitui o oxigênio, impedindo sua correta distribuição às células. Em casos graves, pode levar à asfixia e óbito”, diz.

O também médico de família, Marcelo Gobbo, complementou explicando que o monóxido de carbono, produzido pela queima de biomassa e outros compostos de carbono, se liga à hemoglobina, impedindo a troca de oxigênio e levando à sufocação.


Onde a intoxicação por monóxido de carbono é mais comum?


A intoxicação por monóxido de carbono, conforme alerta da médica de família e comunidade Mayara Floss, é mais comum em locais de baixa temperatura, especialmente durante o inverno.


Em situações onde aquecedores apresentam problemas, especialmente geradores portáteis a gasolina ou querosene em áreas mal ventiladas, o risco de exposição ao gás tóxico aumenta significativamente. Além disso, destacam-se casos de intoxicação ao deixar o motor do carro ligado em ambientes bloqueados, como em situações de neve.


Outras fontes de contaminação por monóxido de carbono incluem a inalação de fumaça de incêndios, a exposição à fumaça de motores de barcos em áreas mal ventiladas e, em alguns casos, o uso de narguilé.


Os sintomas iniciais dessa intoxicação podem se manifestar como dor de cabeça, náusea, tontura, vômito e confusão, sendo cruciais para identificação precoce do problema.


Prevenção de inalação de monóxido de carbono em carros:


Segundo o Ministério da Saúde, prevenir mortes por monóxido de carbono em carros requer medidas específicas:

Manutenção do Veículo: Certificar-se regularmente de que o sistema de escape está em bom estado, evitando vazamentos.

  • Ambientes fechados:

Nunca deixar o carro ligado em locais fechados, mesmo com as portas abertas, para evitar acúmulo rápido de monóxido de carbono.

  • Sistema de ventilação:

Utilizar o sistema de ventilação durante a condução, garantindo a circulação do ar e reduzindo a concentração de monóxido de carbono.

  • Atenção a vazamentos:

Estar alerta a odores estranhos ou sinais visíveis de vazamento no sistema de escape.

  • Não bloquear entradas de ar:

Evitar bloquear as entradas de ar externas do veículo para manter uma ventilação adequada.

  • Não usar o carro como fonte de aquecimento:

Evitar usar o carro para aquecimento prolongado, especialmente em climas frios.

  • Alarmes de monóxido de carbono:

Considerar a instalação de um detector de monóxido de carbono no veículo para alertas sonoros em caso de concentrações perigosas.

Por ND+



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