• Vinicius Ventura

Maravilha: Nossa gente, nossa História

Atualizado: Abr 19

Olá leitor! Por aqui iremos falar de História. E é impossível falar de História sem falar das pessoas. Nestes escritos partilharemos memórias dos maravilhenses que constroem a nossa História.


Cotidianamente vejo-me refletindo sobre o papel que nós, os historiadores, temos em nossa sociedade. Em uma sociedade cada vez mais evoluída, informatizada e digital, a história parece ter seu papel relegado àqueles breves estudos da disciplina que fazemos em sala de aula ou a algum pesquisador que esteja escrevendo um artigo (que provavelmente só será lido pela comunidade acadêmica).


O papel da história é muito mais significativo. Nos faz refletir sobre os elementos que compõem a nossa existência. Mas quais são os elementos que compõem nossa existência? Água, terra, fogo e ar? Não somente. Além destes e de todos os elementos naturais e culturais que nos cercam, um elemento que compõem nossa existência e precisa ser destaque é a nossa memória. Aquilo que nos recorda nossas brincadeiras da infância, aquilo que nos traz presente os eventos da Segunda Guerra Mundial, mas também, aquilo que nos ensina o porquê as araucárias dão origem a expressão que nomeia nosso município. Tudo isso é memória: vivida, sentida, estudada e compartilhada.


Portanto, História é memória, e a memória surge das vivências dos indivíduos. Logo, a História é feita de pessoas e por pessoas. E eu, como viajante convicto que sou, não poderia deixar de iniciar meus escritos sem falar de uma viagem, uma viagem que marcou a história!


Ainda que essa viagem seja considerada hoje em dia relativamente curta, esta foi a primeira excursão escolar do município de Maravilha, que foi até Cunha-Porã e através do registro deste momento (foto), essas pessoas, marcaram para sempre suas vidas e a história.

Primeira excursão de estudantes de Maravilha-SC, final da década de 1950.

Foto: Acervo CEOM.


Com certeza leitor, assim como eu, você tem muito a dizer e a pensar a respeito desta fotografia. Por exemplo, "Como couberam tantas pessoas neste transporte?" ou ainda, "O que os alunos teriam aprontado para as irmãs estarem tão sérias?".


Estes questionamentos de momento, ficarei lhe devendo, mas se você conhecer alguma das pessoas que está nesta fotografia, por favor nos escreva, certamente teremos muito a conversar.


Nos escritos “Maravilha, nossa gente, nossa história”, iremos apresentar memórias que tornam a História maravilhense tão singular. Esperamos que você aproveite e goste.



Por Vinicius Ventura, professor e historiador.



AVISO: A Difusora preza pelo jornalismo com credibilidade e imparcialidade dando espaço para colunas independentes, o conteúdo postado é livre e não reflete necessariamente o posicionamento da emissora.






249 visualizações0 comentário