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  • Foto do escritorDifusora FM

“Mapa” da saúde mostra que 15% dos catarinenses vive com depressão e 28% tem pressão alta

Os catarinenses passaram por um diagnóstico de saúde em um levantamento realizado pela Associação Catarinense de Medicina (ACM). Chama atenção o número de pessoas vivendo com depressão: 15%, de acordo com o mapeamento, e o dado é ainda mais preocupante no recorte por idade. São os idosos os mais impactados pela doença, com 1 em cada 5 pessoas com mais de 60 anos afetadas.


Para o presidente da ACM, Ademar Paes, este levantamento pode ajudar a criar políticas públicas de saúde. O documento foi recebido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) no lançamento realizado na quarta-feira (13).


O dado da incidência de depressão na população catarinense, para Paes, acende um alerta.


Primeiro porque o número é de pessoas que já tiveram acesso ao diagnóstico, e pode ser ainda maior, já que o acesso ao atendimento especializado pode ser difícil. Em segundo lugar, o número em idosos preocupa.

— O catarinense está vivendo mais, mas está com depressão, o que torna a qualidade de vida pior e pode agravar outras doenças — considera.

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Outro número preocupante é o de hipertensos: ao todo, são 28% dos catarinenses diagnosticados. Entre a população com mais de 60 anos, são 58%. A região mais afetada é a Serrana, onde 34,1% das pessoas afirmaram ter pressão alta.


Levantamento supre necessidade de avaliar fatores de risco


O levantamento foi feito pela primeira vez em 2022. Segundo Paes, ele vem de uma lacuna: não existia, até então, uma base de dados de fatores de risco como alimentação, prática de exercícios físicos ou tabagismo.

— A saúde em geral é muito reativa, o que gera mais custos para o sistema. A população vai ao médico só quando está grave, por exemplo. Fala-se muito em prevenção, mas quais destas ações são realmente efetivas?


Agora, pelo segundo ano, a associação faz uma pesquisa para saber os hábitos de saúde e fatores de risco da população catarinense. Este ano, foram feitas mais de 2,5 mil entrevistas. As pessoas entrevistadas são uma amostra que considera as proporções de cada região, faixa etária, gênero, escolaridade e condição econômica.


Segundo Paes, o levantamento ainda é novo demais para servir de base para paralelos entre fatores de risco e doenças, mas, nos próximos anos, o mapa pode trazer tendências, e servir de comparativo. Tudo isso deve embasar políticas públicas e ações de prevenção, avalia o presidente da ACM.


O secretário adjunto de Saúde, Diogo Demarchi Silva, avalia que o mapa “traz subsídios para que a gente possa aprimorar nosso planejamento enquanto Secretaria de Estado da Saúde”.

— [O mapa] traz aspectos relevantes relacionados à promoção e prevenção de saúde, assim como doenças crônicas não transmissíveis e outros agravos que com certeza são primordiais. É essencial um monitoramento e uma ação efetiva, desde o cuidado primário até o cuidado terciário na nossa rede de atenção — avalia.


Dados chamam atenção


  • 74% da população pratica exercícios físicos pelo menos 3 vezes por semana. O maior percentual é entre 18 e 24 anos (77%);

  • 20% fumam, sendo que 9% fumam mais de 20 cigarros por dia; 5% usam cigarros eletrônicos (vape). Em todos os casos, o consumo maior é na faixa etária dos 18 aos 24 anos;

  • 8% consomem bebida alcoólica 3 ou mais dias na semana. O maior percentual (9%) é entre pessoas acima de 60 anos;

  • 28% tem diagnóstico de pressão alta, sendo que 58% tem mais de 60 anos. Do total, 89% toma medicação;

  • 10% dos catarinenses tem diagnóstico de diabetes. Destes, 26% tem mais de 60 anos. 90% do total de diagnosticados toma medicação.

  • 18% tem diagnóstico de colesterol alto (incidência de alteração). 37% tem mais de 60 anos;

  • 15% dos catarinenses tem diagnóstico de depressão. Maior percentual é entre pessoas acima dos 60 anos (19%). Do total, 66% tomam medicação regular;

  • 60% consultam com médico ao menos 1 vez no ano. 40% só procuram o médico quando ocorre alguma emergência;

  • A maioria dos catarinenses (72%) é usuário do SUS. 28% usa planos de saúde;

  • 49% acreditam que têm boa saúde, e 13% acreditam que têm a saúde muito boa; 4% vê a própria saúde como ruim, e 2% consideram muito ruim; 31% acreditam que têm a saúde regular.

Por NSCTotal



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