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  • Foto do escritorDifusora FM

Mães descobrem força e esperança após diagnóstico de filhos com câncer em SC

A maternidade é uma experiência desafiadora. Quando essa jornada esbarra no diagnóstico de câncer, mães de pacientes oncológicos descobrem um sentimento de medo diferente, mas ao mesmo tempo, relatam fé, resiliência e esperança. De Içara, no Sul de Santa Catarina, a professora Deise Pacheco é uma dessas mulheres. Ela é mãe do Isaac, de 18 anos, e de outros três filhos. O jovem foi diagnosticado com câncer de faringe há quase quatro anos.


— Quando você recebe um diagnóstico de câncer de um filho o sentimento de impotência é inevitável, mas acredito que tudo que acontece de bom e ruim tem um propósito diante de Deus. E geralmente, os ruins fazem a gente crescer muito como pessoa — salienta Deise, mãe do Isaac.


Outro exemplo é da analista comercial de Morro da Fumaça, Andressa Santos, mãe da Luiza, de um ano e cinco meses. Em janeiro deste ano, a pequena recebeu o diagnóstico de leucemia linfoide aguda de alto risco.


— Doía muito imaginar tudo que ela enfrentaria daquele dia para frente. Mas minha menina como sempre foi e está sendo muito forte. Muitas vezes, deixando todos próximos impressionados. Ela já era uma promessa de Deus antes mesmo de vir a esse mundo — afirma Andressa, mãe da Luiza.


Diagnóstico


— Receber essa notícia, sem sombra de dúvida, foi a pior coisa que já vivi — a frase é de Andressa, mas também de Deise e muitas outras mães de pacientes oncológicos. A notícia era do diagnóstico, no caso de Luiza, de leucemia.


— Eu só sabia chorar e sentir a maior culpa da minha vida. Culpa por talvez estar ausente e não perceber antes de se transformar nessa doença. Mas passado uns dias, entendi que não havia culpados — conta Andressa.


Desde então, a quimioterapia faz parte da rotina e, em três meses, a pequena entrou em remissão da doença. Já Isaac, filho de Deise, foi diagnosticado em agosto de 2020 com câncer de faringe, um sarcoma sinovial. À época, aos 14 anos. Hoje, aos 18, está em fase de manutenção do tratamento.


— O pior já passou, o Isaac realizou a cirurgia de retirada do tumor, sete sessões de quimioterapia e 31 sessões de radioterapia. Agora, ele faz acompanhamento com exames e consulta — ressalta Deise.


Acolhimento


Tanto Isaac e Luiza quanto suas famílias são acolhidos pela Casa Guido, uma instituição filantrópica localizada em Criciúma. A entidade oferece serviços essenciais para melhorar a qualidade de vida de crianças e adolescentes com câncer e seus familiares.


O espaço funciona quase como uma segunda casa para essas pessoas, onde elas recebem atendimento psicológico, assistência jurídica, encaminhamento para consultas médicas com especialistas, entre outros serviços.


Esperança


O que Andressa, Deise e muitas outras mães de pacientes oncológicos têm em comum vai além do diagnóstico ou do medo. Elas compartilham a esperança, força e, principalmente, a felicidade de maternar.


— A maternidade é a minha maior realização. Claro que como mãe de primeira viagem tudo é muito novo, mas com certeza é a melhor coisa da vida — afirma Andressa.

— Como mãe nunca imaginei enfrentar essa guerra que é o câncer. Me tornei uma mãe melhor, aprendi que o amor de mãe também cura, que oração de mãe deixa seu filho em pé e petição de mãe te conduz a alcançar o milagre — finaliza Deise.

Por NSCTotal




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