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  • Foto do escritorDifusora FM

Eleições 2024: SC tem 17 pré-candidatas mulheres nas 20 maiores cidades

Das 20 maiores cidades de Santa Catarina, 11 têm pré-candidatas mulheres na corrida pelas prefeituras nas Eleições de 2024. Ao todo, são 17 pré-candidatas. Em nove municípios, incluindo Florianópolis e Joinville, as maiores do Estado, todos os pré-candidatos são homens.


A maioria das cidades tem entre uma e duas pré-candidatas mulheres. Nenhuma delas tem, atualmente, prefeitas mulheres. Das 20 maiores cidades do Estado, aliás, apenas uma tem uma prefeita mulher, eleita pela segunda vez em 2020: Nilza Simas (PL), que está a frente do executivo de Itapema, no Litoral Norte do Estado. Como foi reeleita no último pleito, não pode concorrer ao cargo novamente.


Maiores cidades do Estado não têm pré-candidatas mulheres


Entre as 20 cidades mais populosas do Estado, nove não possuem pré-candidatas mulheres. Entre elas, as maiores de Santa Catarina, como Joinville e Florianópolis. Itajaí, Brusque, Concórdia, Criciúma, Navegantes, Itapema e Chapecó também não tem pré-candidaturas femininas.


Já se o recorte levar em conta as capitais brasileiras, 32 mulheres foram indicadas como pré-candidatas às prefeituras, segundo levantamento do g1. Das cidades, 11 não têm mulheres na lista, como é o caso da capital catarinense.


No entanto, Curitiba e Porto Alegre, capitais do Paraná e do Rio Grande do Sul, respectivamente, sim. Na capital paranaense, são dois nomes na listagem: Andrea Caldas (PSOL) e Maria Victoria (PP). Já em Porto Alegre, apenas uma pré-candidata é mulher: Maria do Rosário (PT).


Destaque para Aracaju, no Sergipe, que tem cinco mulheres na disputa. A maioria das capitais, no entanto, tem entre uma e duas pré-candidatas, mesmo as maiores cidades do Brasil, como São Paulo. O município de 12,3 milhões de habitantes tem dois nomes de mulheres até agora em pré-campanha: Tabata Amaral (PSB) e Marina Helena Cunha Pereira Santos (Novo).


Isso ainda pode mudar já que as convenções partidárias precisam ser feitas entre 20 de julho e 5 de agosto, e devem oficializar quais nomes serão candidatos. A campanha eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto.


Candidaturas femininas inspiram outras mulheres


Para Daniel Pinheiro, professor de Administração Pública e coordenador do programa de extensão Educação e Cultura Política da Udesc Esag, é importante que as candidaturas existentes não sejam silenciosas, ou seja, só para cumprir cota. As cotas, aliás, existem para aumentar, mesmo que minimamente, a representatividade feminina.


— Elas existem para que mulheres sejam incentivadas a ocupar lugares mais altos, para que, no futuro, isso seja normal, que existam tantas candidaturas de mulheres quanto de homens.


Para ele, a função inspiradora da pré-candidatura — mesmo quando as candidatas não ganham o pleito — também ajuda. Além disso, mais mulheres precisam também ocupar posições internas nos partidos.

— Política não é feita apenas de candidatos. É muito importante que os partidos tenham também grupos de mulheres internamente, que ajudem a compor as pautas de interesses femininos — pontua.

Por NSCTotal




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