• Caroline Sacardo

Delegado informa destino de cachorro que matou bebê em SC

A família do bebê que morreu após ser mordido por um cachorro quer doar os dois animais de estimação. Um deles, um cão da raça Chow-Chow, atacou e matou o recém-nascido de apenas de 23 dias no último sábado, 14, em Biguaçu, na Grande Florianópolis.


A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias do caso. De acordo com o delegado responsável pela investigação, Rodrigo Dantas, os dois cachorros da família teriam brigado enquanto os donos entregavam comida.


Em seguida, o casal proprietário tentou separar a briga, mas o Chow-Chow entrou na residência e avançou na criança que estava no sofá.


Informações repassadas pelo delegado dão conta de que os pais do bebê pretendem doar os dois animais: o cão da raça Chow-Chow e o outro sem raça definida. O contato de uma ONG (Organização Não-Governamental) envolvida com a causa animal teria sido repassado à família.


A equipe de investigação esteve no local onde o bebê morreu para apurar se os cachorros sofriam maus-tratos, mas a possibilidade foi descartada. Conforme a Polícia Civil, os familiares ainda serão intimados para prestar esclarecimentos sobre os fatos em momento mais adequado.


Foto: Pixabay/Reprodução


Causas de agressividade em animais de estimação


De acordo com a médica veterinária Katia Chubaci, a criação do animal de estimação influencia no comportamento do animal. A causa de ataques de cachorro gerado por medo, desconforto ou porque o animal não sabe como reagir a determinadas situações, geralmente, está ligada a uma socialização ineficiente do animal ao longo da vida.


Além disso, a especialista acrescenta que os donos de cães de grande porte devem estar preparados para intercorrências que podem acontecer.


e o animal for criado na corrente, por exemplo, poderá se tornar agressivo e atacar uma pessoa de forma grave e até fatal, uma vez que tem potencial físico para isso.


Após uma situação de ataque, a veterinária sugere que o cão seja encaminhado para adestramento e, posteriormente, para a adoção. A médica é contra sacrificar o animal. “O cachorro pode ir para outra família, desde que adestrado. A eutanásia deve ser a última alternativa a ser adotada”, avalia.


Fonte: ND Mais

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