• Caroline Sacardo

Custo médio de cada preso em SC é de R$ 3.430 ao mês

Em Santa Catarina, um preso custa em média R$ 3.430 por mês. Segundo dados repassados pela Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) com exclusividade ao g1 SC, o valor corresponde ao que é gasto com as necessidades básicas dos detentos, salário dos servidores, serviço de escolta, tecnologia, custos envolvendo penas alternativas, entre outros.

O valor é maior do que a média nacional. Segundo documento elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a média brasileira gira em torno de R$ 1.800. O estudo foi divulgado em novembro.

Santa Catarina não participou da pesquisa. Na época em que foi consultada, a ouvidoria catarinense afirmou não poder responder pois estava desenvolvendo o projeto do Sistema de Informação de Custos (SICSC) e, no momento da consulta, ainda encontrava-se em validação a metodologia de coleta dos dados a ser utilizada pelo sistema.

Sistema prisional de Santa Catarina registra casos de Covid-19 - Foto: Patrick Rodrigues


Pandemia


Segundo o Secretário de Estado da Justiça e Cidadania (SJC-SC), Leandro Lima, houve aumento do gasto por preso por conta da pandemia provocada pela Covid-19 nos últimos dois anos. Além dos valores pagos pelas necessidades básicas dos detentos e custos com trabalhadores, a soma inclui o serviço de saúde.

"Esse foi um investimento gigantesco. Eu acredito que todos os estados que enfrentaram a Covid tenham que ter acrescentado nos custos os que vieram da saúde", ponderou.

Adicionado a isso, Lima afirma que o Estado proibiu a entrada de sacolas de alimentos adicionais que eram entregues aos presos pelas famílias desde março de 2020, início da pandemia. "Com isso, nós revisamos todo o cardápio da SAP, isso tem um custo", afirmou o secretário.

"Isso acabou elevando o custo do preso. Pode ser que no próximo ano a gente tenha uma condição de mudar os custos a partir de novas licitações, mas a ideia não é diminuir nenhum desses itens já ofertados", disse.

Com informações do G1

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