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Com Arena lotada, Grêmio vence e é pentacampeão gaúcho

A tarde de sol e calor em Porto Alegre convidava a torcida do Grêmio para uma festa. E, sem sobressaltos, ela veio. Diante de mais de 43 mil torcedores, o Grêmio voltou a vencer o Ypiranga, agora por 2 a 1, na tarde deste domingo, na Arena, para garantir o pentacampeonato gaúcho, façanha que não vinha desde 1989 - e pela 41ª vez em sua história, conquistar o título do Gauchão.


Os gols do Grêmio foram marcados por Bruno Alves e Rodrigues. O gol de desconto do Ypiranga foi marcado por Erick.


Após o título do Gauchão, o Grêmio tem uma semana cheia para trabalhar pensando na estreia da Série B. No próximo sábado, às 16h30min, o Grêmio encara a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, pela primeira rodada da segunda divisão nacional.


Grêmio marca no fim do primeiro tempo


Dúvida ao longo de toda a semana, Diego Souza realmente ficou fora da partida. Quem começou no lugar dele foi Elias, no comando de ataque. Mas se por um lado Roger teve baixa, também contou com um retorno importante. Aberto pela esquerda, Ferreira começou a partida após cumprir suspensão no primeiro jogo da final, por ter sido expulso no Gre-Nal da Arena.


Aos 8 minutos, o Grêmio fez a primeira jogada de perigo. E ela partiu justamente dos pés de Ferreira, buscando o jogo pela esquerda. Ele achou o volante Lucas Silva no meio, que soltou para o meia Campaz. Ele arriscou, a bola desviou na defesa e caiu perigosamente na direção do gol, obrigando o goleiro Edson a dar um tapa providencial, evitando que ela tocasse no travessão e mandando para escanteio.


Apesar de algumas inconsistências defensivas, como a que Bruno Alves afastou mal e permitiu a chegada do Ypiranga, o Grêmio comandou as ações. Bitello, chegando à frente, roubou bola e enfiou para Elias, que acabou saindo cara a cara com o goleiro. Ele chegou em condições de dividir no pé de ferro com Edson, mas ela ficou presa no meio, sem condições de o atacante do Grêmio prosseguir no lance.


O Ypiranga precisou mexer ainda antes dos 20 minutos, por lesão. O volante Lorran, após uma dividida, precisou deixar o campo. Quem entrou no lugar dele foi Robson. Nesse meio tempo, o Grêmio seguia comandando as ações ofensivas, pelos lados, onde o Ypiranga deu mais espaços para Ferreira e Campaz jogarem. Até a metade do primeiro tempo, o Tricolor tinha 4 finalizações, contra uma do Ypiranga. Participativo no jogo, Ferreira era bastante acionado pelo setor esquerdo, mesmo vindo de lesão. Por conta disso, também pareceu sentir a falta de ritmo em alguns lances. No meio, os volantes roubavam a bola para dar início às jogadas, especialmente nos combates de Bitello e Villasanti.


Antes do fim do primeiro tempo, uma confusão entre Ferreira e Porfírio. Os dois se estranharam no meio do gramado, após um lance em que o atacante pediu falta perto da linha lateral, no ataque, junto ao bandeira. Para tentar contemporizar, Leandro Vuaden aplicou um amarelo para cada um. Já perto dos acréscimos, o Grêmio chegou ao gol. Bitello cobrou falta de longe, e ela foi no travessão. Na sobra, Rodrigues brigou com a defesa do Ypiranga, pulando mais alto para recolocar ela na área. De casquinha, livre, Bruno Alves cabeceou sozinho para as redes, em posição legal, para levar o Gremio na frente no marcador ao intervalo.


Foto: Fabiano do Amaral / Correio do Povo


Tricolor administra vantagem e garante taça


O Ypiranga precisava ao menos virar na segunda etapa para garantir os pênaltis e, para isso, se lançou ao ataque. Trocou Marcelinho por Cesinha e, logo aos dois minutos, fez a primeira jogada de ataque. Porfirio invadiu a área pela esquerda, passou por dois, e bateu forte. Ela ficou na rede pelo lado de fora.


O Grêmio teve espaço para explorar os contra-ataques, e Elias deu mobilidade ao time, saindo mais da área para buscar o jogo. Perto do círculo central, passou por dois em uma jogada que exemplificou o movimento do atacante. Já Lucas Silva e Villasanti seguiam mordendo a marcação em cima, apertando a saída em muitos momentos, deixando o Ypiranga desconfortável no jogo.


Lucas Silva, aliás, foi um dos jogadores mais participativos. Aos 20, recebeu em velocidade e com campo aberto. Ele até avançou, teve oportunidade de finalizar, passar, mas perdeu tempo. Não fez nem uma coisa nem outra, e foi desarmado. Na sequência, ela ficou para Elias, que alegou ter sido derrubado. Pediu falta de Vuaden, mas não levou.


Aos 29, o Grêmio ampliou e botou de vez as duas mãos na taça. Após cobrança de falta pelo lado esquerdo, com Campaz, o goleiro Edson defendeu ela sobrou para Rodrigues. Sem goleiro, ele teve tempo de ajeitar e fuzilar para as redes. O gol foi confirmado após longa espera, de mais de três minutos, pela condição legal no VAR. Quando foi confirmado o 2 a 0, instaurou-se de vez a festa na Arena, que já começava a sentir o título mais próximo. A resposta do Ypiranga veio no mesmo minuto, na tentativa de ao menos descontar e seguir perto do marcador. Na saída de bola, Erick se aproveitou de um cruzamento vindo da direita, e da desatenção da zaga para mandar para as redes, colocando em 2 a 1 o marcador aos 34 da segunda etapa.


No fim, o gol do Ypiranga pouco adiantou para uma reação. A torcida que lotou a Arena apenas esperou o apito final do árbitro Leandro Vuaden, após longos sete minutos de acréscimo, para comemorar algo que virou rotina na Arena: pelo quinto ano consecutivo, o Rio Grande do Sul foi pintado com as cores do Tricolor, para que a taça pudesse voltar a ser erguida no gramado.

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