• Caroline Sacardo

Brasil vira sobre a Venezuela e segue 100% nas Eliminatórias

A Seleção Brasileira manteve os 100% de aproveitamento nas Eliminatórias, mas teve de suar a camisa para virar um jogo que tinha tudo para ser mais fácil. Atuando em Caracas, na noite desta quinta-feira, 07, os comandados de Tite bateram a lanterna Venezuela por 3 a 1, conquistando a nona vitória em nove jogos.


Depois de sair em desvantagem no início da partida, com gol de Eric Ramírez, o Brasil passou à frente do placar com gols de Marquinhos, Gabigol, de pênalti, e Antony. O resultado fez a equipe abrir oito pontos da Argentina, que ficou no 0 a 0 com o Paraguai fora de casa.


A situação cômoda na tabela fez com que alguns testes fossem realizados na escalação inicial. Com Neymar suspenso, o ataque foi formado por Gabriel Jesus e Gabigol. No meio-campo, Fabinho herdou a vaga de Casemiro, que foi cortado por conta de uma inflamação dentária, e o lateral-esquerdo Guilherme Arana ganhou uma chance entre os titulares.


O favoritismo também deu um ar de superioridade ao time brasileiro, que começou o jogo em marcha lenta, relaxado a ponto de Gerson errar um passe na largada e armar um contra-ataque para os donos da casa. O erro só não virou finalização de Soteldo porque Marquinhos o desarmou na hora certa. Em seguida, Gabigol tentou ligar os companheiros, recebendo na entrada da área, girando e batendo rente à trave. Não foi o bastante.


Aos 10 minutos, o santista Soteldo apostou no jogo coletivo e cruzou para Eric Ramírez. Com o campo molhado pela chuva, Fabinho e Marquinhos escorregaram, deixando o centroavante livre para cabecear no canto de Alisson: 1 a 0.


Baqueado, o Brasil se atirou em busca do empate, e poderia ter alcançado no lance posterior. Mas, além de estar em posição irregular, Gabriel Jesus chutou torto, mesmo estando a metros de distância do goleiro. Depois, foi a vez de Éverton Ribeiro lamentar o azar. Pifado por Lucas Paquetá, o meia do Flamengo conseguiu tirar do goleiro, mas viu a bola explodir no travessão.


As dificuldades impostas pela defesa venezuelana ainda eram acrescidas pelo gramado, que causou um escorregão em Gerson, a ponto de ele ser atendido com dores no tornozelo. Apesar da situação, a Seleção atuava de forma burocrática, sem passar da zona intermediária.


Antes do intervalo, Paquetá surgiu na área e bateu de primeira, mas a tentativa saiu reto pela linha de fundo. Enquanto isso, os anfitriões acertaram o alvo duas vezes, com Peñarando e Machís, exigindo defesas do goleiro brasileiro.


Foto: Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação


Na tentativa de mudar o cenário, Tite mandou a campo o gaúcho Raphinha, atacante do Leeds United, na vaga de Éverton Ribeiro. Com personalidade, o jogador virou o cobrador oficial de escanteios e faltas. Foi ele quem cruzou na cabeça de Thiago Silva, que estufou as redes venezuelanas. O lance, porém, foi invalidado pelo VAR por impedimento.


A situação fez com que o treinador pensasse em repetir a dose pelo outro lado do campo, mandando Vinicius Jr no lugar de Paquetá. Entretanto, os donos da casa seguiam escapando em contragolpes, geralmente puxados por Soteldo. Até que aos 25, Raphinha cobrou escanteio na cabeça de Marquinhos, que ainda contou com a ajuda de Graterol para deixar tudo igual.


Após o gol, o Brasil seguiu dando as cartas, com as entradas de Antony e Emerson. E em um improvável contra-ataque, que terminou em chute de Vinicius Jr, espalmado pelo goleiro. Quando Gabigol se preparava para pegar o rebote, foi derrubado. Coube ao próprio atacante flamenguista decretar a virada: 2 a 1.


Após o gol, o Brasil seguiu dando as cartas, com as entradas de Antony e Emerson. E em um improvável contra-ataque, que terminou em chute de Vinicius Jr, espalmado pelo goleiro. Quando Gabigol se preparava para pegar o rebote, foi derrubado. Coube ao próprio atacante flamenguista decretar a virada. E ainda deu tempo de Antony fechar a conta nos acréscimos: 3 a 1.


Apesar de conquistar mais uma vitória, a Seleção de Tite seguirá sendo alvo dos críticos pelo futebol burocrático apresentado em Caracas. A chance de responder surge no domingo, quando enfrenta uma equipe bem mais forte: a Colômbia, em Barranquilla. Para auxiliar nesta missão, o treinador poderá contar com o retorno de sua maior estrela, Neymar.


Fonte: GZH

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