• Caroline Sacardo

Advogado e cúmplice são indiciados por coação em Chapecó

Um advogado e o cúmplice dele foram indiciados pelo crime de coação em Chapecó. A Polícia Civil, através da Divisão de Investigação Criminal (DIC), concluiu o inquérito do caso e divulgou os detalhes nesta quinta-feira (1). De acordo com os policiais, os dois são suspeitos de persuadirem – inclusive, mediante ameaça – os jurados que comporiam o Conselho de Sentença de um caso de homicídio.


De acordo com a DIC, a investigação iniciou no dia 18 de junho – quando policiais civis prenderam em flagrante um homem que coagia uma pessoa sorteada para compor o Conselho de Sentença, que iria julgar um acusado de homicídio. O homem detido, o acusado de homicídio e o empresário foram ouvidos.


Ainda segundo a Polícia Civil, durante as diligências, ficou demonstrado que o advogado, com o objetivo de absolver o cliente, persuadiu os jurados que comporiam o Conselho de Sentença – inclusive, com o uso de ameaças. O homem que foi preso em flagrante apoiou o crime, informou a Polícia.


O inquérito apontou, ainda, que não ficou demonstrado que os investigados mantiveram contato com os demais jurados sorteados, provavelmente em razão da antecipada atuação policial. Os dois foram indiciados pela prática do crime de coação no curso do processo, cuja pena varia de um a quatro anos de reclusão e multa (art. 344 do Código Penal).


Ainda devido ao ato ilícito, o juízo da Vara Criminal determinou, a pedido do Ministério Público, medidas cautelares que proíbem os investigados de manter contato com os jurados e o advogado de exercer a profissão, por tempo indeterminado. Por isso, o profissional deixou de representar o cliente e a sessão do júri foi adiada. O inquérito policial foi remetido ao Ministério Público, para prosseguimento da persecução.


Fonte: ClicRDC

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